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ESCREVENDO COMO BIRD E MONK (por Roberto Muggiati)

(publicado originalmente no Estadão, 14/08/2010) É ingrato escrever sobre jazz. Dificilmente conseguimos traduzir a música em palavras. Há quem consiga. Um deles é o inglês Geoff Dyer, 52 anos, autor do romance "Jeff em Veneza, Morte em Varanasi" (Intrínseca). Dele já saíram no Brasil "Ioga Para Quem Não Está Nem Aí" e "O Instante Contínuo" (sobre fotografia), alé, de "Todo Aquele Jazz" (1991), talvez o melhor livro já escrito sobre o assunto. Em seu livro de poemas, "México City Blues" (1959), Jack Kerouac dizia: “Quero ser considerado um jazz poeta improvisando um longo blues numa jam session de domingo à tarde.” Kerouac era um “prosodista do bop” e tentava injetar em sua escrita a sintaxe do próprio jazz: as frases velozes e estratosféricas de Bird, os silêncios carregados de significado de Monk. Geoff Dyer investe menos na técnica do jazz e mais em sua emoção. " Todo Aquele Jazz " traz os perfis dos saxofonist...